Legislativo pode instaurar CPI para apurar desastre provocado pela Braskem | Rota do Sertão

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Legislativo pode instaurar CPI para apurar desastre provocado pela Braskem

04/07/2021 23:54 O desastre ambiental provocado pela mineradora Braskem é um problema que exige a atenção dos poderes públicos. Legislativo pode instaurar CPI para apurar desastre provocado pela Braskem

Mesmo a empresa indenizando os moradores pela perda de seus imóveis, a situação dos bairros de Maceió atingidos pelas consequências da exploração de sal-gema continua indefinida. O desastre ambiental provocado pela mineradora Braskem é um problema que exige a atenção dos poderes públicos, especialmente da prefeitura e do governo, pois representa severo prejuízo ao Estado e ao município.

Ao trazer o assunto para discussão na sessão da Assembleia Legislativa Estadual desta quarta-feira, 7, o deputado Inácio Loiola (PDT) cobrou a solução do problema. Para ele, o desastre provocado pela Braskem não pode ser esquecido, mesmo com a grave crise sanitária provocada pela pandemia do Covid-19.

Em aparte, o deputado Ronaldo Medeiros (MDB) informou que está colhendo assinaturas para criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a apurar os problemas causados pela mineração da Braskem no Pinheiro e demais bairros afetados. “Esta Casa pode contribuir e ajudar muito as pessoas que estão passando por situações difíceis”, justificou Medeiros.

Legislativo pode instaurar CPI para apurar desastre provocado pela Braskem

“Muitas indagações, muito alarde, problemas parcialmente resolvidos, no entanto, o dano causado pela exploração do sal-gema, no subsolo de Maceió, pela Braskem continua desconhecido e provocando inúmeros questionamentos”, afirmou o deputado Inácio Loiola, ao reacender, no Legislativo alagoano, o debate sobre a tragédia sócio-ambiental provocada pela multinacional Braskem.

Segundo o parlamentar, depois da pandemia, esse será o maior problema enfrentado pelos alagoanos.

O deputado observou que, passados três anos dos primeiros sinais de afundamento de casas, estabelecimentos comerciais e ruas, os moradores e empresários da região atingida pela mineração não sabem como serão indenizados pela perda de seus imóveis e negócios. “Pelo que estamos sendo informados, as indenizações não acompanham a velocidade de preços nos demais bairros de Maceió, cujo valor disparou motivado pela alta demanda, face às fissuras e afundamento do solo no bairro do Pinheiro e adjacências”, disse Inácio Loiola.

Legislativo pode instaurar CPI para apurar desastre provocado pela Braskem

Ainda de acordo com o parlamentar, se a situação para os moradores já é muito complicada, para os empresários o problema é ainda maior. “A maioria (dos empresários) recebeu apenas R$ 10 mil como compensação e não conseguiu reabrir e restabelecer seu negócio. O que dizer de milhares de empregos dizimados, sem contar os que viviam da economia informal daquela região?”, questiona o parlamentar.

Ele afirmou ainda que os moradores estão temerosos e angustiados com a desvalorização de seus patrimônios, após informação dando conta de que as seguradoras se recusam a fazer apólices dos imóveis financiados pela Caixa Econômica Federal nessa região, por falta de área de segurança. “Aí surge a grande indagação: será que as seguradoras sabem algo que a população de Maceió desconhece?”, indagou o parlamentar, demonstrando preocupação com os prejuízos resultantes da falta de informações, e com os impactos econômicos e sociais negativos, sobretudo na parte alta da capital.

Em aparte, o deputado Davi Maia destacou a gravidade do problema e assegurou que a Prefeitura de Maceió tem “trabalhado incansavelmente” para tentar resolver o problema. Porém, cobrou a responsabilidade do governo do Estado. “Interessante como o nosso governador não sabe que os bairros atingidos são em Alagoas. Não se vê nenhum comentário da parte dele. É um absurdo que até hoje o Instituto do Meio Ambiente (IMA) não possui um geólogo para analisar as licenças ambientais que foram assinadas para a Braskem e que foram renovadas”, criticou.

Ao se manifestar, o deputado Francisco Tenório (PMN) disse que o desastre ambiental e geológico que atinge o Pinheiro já não é mais um problema exclusivo dos bairros atingidos, mas de toda Maceió. “Porque não se sabe o tamanho desse buraco ou o diâmetro que ele pode alcançar. É um problema que envolve os três Poderes: municipal, estadual e federal. O subsolo, a exploração do gás e do sal-gema são de responsabilidade do governo federal; as licenças ambientais são de responsabilidade do Estado; a concessão de uso e a questão ambiental são de responsabilidade do município”, justificou o parlamentar.

 

 

Fonte: rotadosertao.com / Com informações da Assessoria ALE

Crédito Foto: Divulgação

Tags: Legislativo ,instaurar ,CPI ,apurar ,desastre ,provocado ,Braskem
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